segunda-feira, 27 de março de 2017

O pouco a pouco da visão em concreto

James Dean photo: James Dean 2mepgy8.gif
James Dean / Homenagem a minha irmã Maria Inês.
                         

No mundo virtual das chamadas Redes Sociais  tem como predominante a geração de gente mais jovem. E, uma das características da juventude é o viver a esmo porque desconhece a vida e seus perigos. Quem sobrevive , envelhece, conhece a solidão das decisões e o sentimento da responsabilidade que , na maioria das vezes, sequer é verdadeira.

Na minha casa tinha uma foto do meu avô quando jovem, entre os familiares e agregados. Devia ter cinquenta pessoas. Não sei com quem ficou porque em toda família tem aquele que se apodera das coisas sem pedir licença ou respeitar as preferências. Essa foto era daquelas que tiravam antigamente, em dia de solenidade e com todos enfatiotados para a posterioridade. Nada a ver com as de hoje, clicadas e apagadas, esquecidas no virtual sem jamais tornarem-se coisas concretas.

Coisas que ficam eternamente no nosso cérebro são os ecos de pequenos nadas, com aparência de insignificantes. Essa foto a que me refiro, em preto e branco, como se fosse um quadro, eu a vi quando meu avô paterno Dr.Vicente Soares já idoso, era o único sobrevivente. E, ele já tinha mais de setenta anos, talvez oitenta, quem sabe noventa pois viveu cento e seis anos. Daquela multidão, entre crianças e idosos, ele jovem adulto, todos haviam morrido.

Então, com o ocaso da minha vida, vou seguindo as mortes de um e de outro, pessoas que jamais pensava iriam primeiro do que eu. Mortes chegadas no repente, sem avisar, sem contagem regressiva. E, a morte que não tinha nenhum significado quando eu era menina, passa a ser uma visão, concretizando-se pouco a pouco, dez, nove, oito...

Não me atrevo  a dizer o que, crianças, cantávamos ao saber da morte de alguém:
- Antes ele do que eu...

sábado, 18 de março de 2017

Já foi pior

                         


Pois a arapuca pegou mais um. Explodiu o escândalo da carne ruim brasileira, usada para o comércio e para fabricar embutidos. Eu não como carne vermelha há décadas. Desde o dia em que comprei uma carne no açougue perto de casa e ao cozinhar exalou o cheiro de podre  tão forte que meu vizinho do apartamento do andar de baixo usou o interfone para dizer que estava estragada e que eu a  jogasse fora. Fiquei com a cara no chão.

Já fiz texto sobre o exportador brasileiro mandar para fora o fino do fino e deixar para comercializar no Brasil o refugo. Mas não é isso que me preocupa no escândalo que fez sessenta empresários serem presos por fraude de vários tipos na manipulação e comercialização da carne bovina. O que me preocupa é a certeza da impunidade, o uso da artimanha para ganhar dinheiro a qualquer custo em um país onde a instabilidade econômica leva a falência tantos empresários cheios de sonhos e vitalidade. Para os espertos é uma somatória de desarranjos, equívocos com crimes contra a saúde pública e sonegação de impostos.


A situação da carne, em si, não é o principal porque lembro-me do tempo em que  era abatida de gado sem controle de nada, em frigoríficos imundos, cortadas nos açougues em cepos de madeira, mal lavados  e embrulhadas em jornais para o consumidor. Sei do tempo em que Tião Maia saiu do Brasil para a Austrália porque a carne que ele fazia ser de exportação virava lixo nos açougues, dependuradas em ganchos e com mosquito a dar com pau, expostas e pegadas por mil mãos por gente com essa mania de pegar tudo antes de comprar. Acompanhei a evolução e estou viva sem nunca ter ficado doente e com os anticorpos em dia me empurrando para frente. 


A vergonha é a empáfia de usar personalidades midiáticas, com carimbo de pessoas sérias, enquanto cometiam desatinos, vendendo carne estragada mascarada com produto químico nocivo a saúde. O absurdo é não ter noção que o Brasil é o segundo exportador mundial  de carne bovina e levaram para enxurrada da vergonha muita gente séria que trabalha dia e noite para carimbar a carne nacional como a melhor do mundo.


Os raivosos estão em polvorosa, esculhambando o brasileiro em vários níveis. O ex brasileiro que já optou por deixar o Brasil, publica horrores na internet como para dizer a si mesmo que fez bem em sair do país. 

Eu lamento estar no ocaso da vida e não poder fazer minha parte mas não acho o fim do mundo tudo isso. Abrir uma ferida é sempre melhor do que mascarar ou não tentar ser melhor. A história de um país é escrita com passos atrás.

 Que venha o futuro! Uma andorinha não faz verão.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Onde ficam os inocentes?

                                 

Desde que minha vida de mocinha teve inicio eu disse que jamais iria a um médico ginecologista. Minha convivência com os rapazes era em festas ou encontros entre amigos. Eram predominantemente estudantes de engenharia e medicina. Quanto os estudantes de medicina, as piadas, os olhares, a forma com que tratavam as mulheres não me agradava. Enquanto convivi anos a fio com estudantes de engenharia jamais vi piadas e chistes tão grosseiros. Nunca fomos impedidas de namorar e eu escolhi essa forma para fazer minhas pesquisas visto conviver somente com mulheres. E, me afastei de vez dos médicos e suas misoginias.

Quando casei-me só havia uma mulher ginecologista em Vitória/ES. Antes de saber disso tinha dito a meu marido que, ou eu não teria filhos ou iria a Belo Horizonte fazer o acompanhamento. Nunca acreditei que uma mulher bonita e gostosa, com as pernas arreganhadas, na cara de um homem, não fosse pasto para atitudes escusas. Eu dizia que nunca ficara assim com o meu pai e não seria com um desconhecido. Um homem não vai em médica  urulogista para cutucar sua intimidade... Ignorância? Vão a merda!

Ouvia no meu escritório casos de abusos e meu tio que era ortopedista e professor das duas escolas de medicina de Belo Horizonte/MG  deu-me como resposta a uma conversa desse tipo que os piores alunos faziam essa especialidade. Que nunca fosse sozinha a uma consulta.                                 

Quando estive no Movimento Feminista, chegamos a ir a Brasília pedir atitude do ministro contra abusos sexuais no INSS, inclusive contra idosas. Não deu em nada porque ninguém aceitou firmar pé nas denúncias e o ministro fez ouvido de mercador.

Atitudes de profissionais doentes  existem em todos os lugares e profissões  e sei que muito homem sofre do mesmo mal porque o mundo não é fácil. Mas aqui trato de mulheres. 

Agora explode um escândalo nos EUA sobre abusos sexuais na ginástica olímpica. Era só o que faltava para acabar de vez com uma modalidade que exige do corpo o absurdo no esporte.
Duvido que o discurso seja somente contra a mulher. Vai fundo que aparecem mais coisas. Onde ficam os inocentes?

Eu? Continuo com as barbas de molho porque tarado também envelhece. Continuo convicta que é uma especialidade feminina, ponto.

Não sabe? KLIKA para saber
Criança/pedófilo e mulher vulnerável/tarado KLIKA

Que venham as avalanches

- Ainda bem que sou mulher !
                         

Pensar diferente do que a ordem unida dos gurus consagrados é apresentar-se para levar agressões. Se for na net, estas virão pelos teclados mambembes de quem está matando serviço.
Chega ser piada duvidar-se de alguém ser mulher se o assunto sai dos temas esmaltes e maquiagem. Haja ! Assuntos que requerem mais do que cílios postiços e produção do útero não vale para a mulher.
Então, vem um  dia consagrado para esse ser que não consegue separar o público do privado. As exigências vão para as ruas, não para exigir respeito mas valoração do seu corpo. Ficam com o dorso nu , defecam nas ruas, simulam parto sangrento em plena via pública, mostram o traseiro. Não fazem uma roda de leitura, não mostram um debate de respeito mútuo entre as pessoas, não mostram roda com participação de homens e mulheres, debatendo vias de entendimento. Não fazem pantomima ou teatralização de convivência recíproca. Nada para derrubar o muro da discórdia, do confronto, do desaguadouro que o sistema montou para alimentar  a violência, a discriminação e manter o domínio.

Nunca gostei e nem participei de conversa mulherzinha ou cri-cri. Jamais participei disso, sequer em festa de aniversário de crianças quando era obrigada a levar meus filhos. Quero mais que a avalanche de estupidez cresça para sepultar de vez esse discurso equivocado onde o corpo é a tônica e a reprodução chantagem.

terça-feira, 14 de março de 2017

Cabelo bandido

                           

Quando a pessoa é inteligente não tem limites. A humanidade anda para frente por conta do inconformado que procura satisfazer o conforto de si mesmo, de outro e, de quebra, ganhar a vida.

O corpo humano e suas mazelas sustenta multidões e faz florescer uma indústria criativa, atuante nas suas constantes mutações. Segue a história da humanidade e cria envolvimentos e afins.

O cabelo é a moldura do rosto, enfeita ou não a pessoa. Meus cabelos são marcados pelo DNA. Quando a família reúne-se nem precisa perguntar se é parente. Basta olhar os cabelos, lisos, finos e leves. Uma luta durante a vida para fazer alguma coisa a mais do que não ser nada.
Uma vez perguntei a minha vizinha por que ela alisava seus cabelos e não os mantinha naturais em seus cachos. Ela me disse que cabelo liso era mais prático quando saia para trabalhar cedinho. Não perdia tempo em amansar para ficar bonito. Mas, amansar porque se o enfeite está em ser armado e não colado na cabeça?

Então, surge uma mulher no Rio de janeiro que recusou-se a amansar seus cabelos e buscou uma forma de mantê-los armados mas sob controle. Eu vi um documentário  com ela, explicando como chegou ao resultado  e com um sucesso estrondoso. O tempo em que testou as fórmulas com os engenheiros químicos e farmacêuticos para que  chegassem ao que ela se propunha, sendo pagos pelo preço da casa que ela vendeu. O resultado é um sucesso absoluto, está rica, tem três mil empregados, várias lojas no Brasil e prepara-se para inaugurar uma em Nova York. Grana, grana, grana, ganha a partir da vontade de ser ela e não o que o sistema impõe. E seus preços são ótimos,

De Nova York para o resto dos EUA porque eu vi outro documentário sobre  as mulheres dos EUA e sua relação com os cabelos crespos. Os EUA importam toneladas de cabelos da Índia e uma menina, desde tenra idade,  frequenta salões para arrumar seus cabelos. Vários disseram que não fazem carinho nos cabelos de suas namoradas porque é chamar para a briga. As mulheres entrevistadas disseram que gastam fortunas nos cabelos mas não ficam soltos, caem muito em decorrência dos produtos químicos e precisam usar perucas com cabelo indiano.

Parabéns Zica Assis pela inteligência, pela luta e por conseguir fazer tantas pessoas livres e felizes. Espero que as mulheres e homens que possuem cabelos crespos possam usar seus cachos e não precisar alisar para o conforto do dia a dia.
É o fim do cabelo bandido: Ou está preso ou está  armado.
Vale a pena:  KLIKA

Aqui mais ainda: KLIKA

segunda-feira, 13 de março de 2017

“L'Etat c'est moi”

                           
                             
                                
É direito de qualquer cidadão querer ser presidente do Brasil. Lembro-me de um aluno que eu tive, de sete anos, em classe de alfabetização e dele dizer que  seria presidente do Brasil. 
Mas a ditadura não permitiu que ele fosse. A mesma que gerou quem  carrega discurso de oráculo, certo que está certo, certíssimo.Ou aquele que  prende e arrebenta tal qual o presidente militar que cunhou a expressão.

Sim, as cabeças começam a sair das sombras, dos caras que pretendem ser presidentes dessa bagaça. Um deles, entusiasmado com a Vitória de Trump nos EUA, tem a pretensão de surfar na mesma onda em rumo certo para a vitória. Ex militar das forças armadas, desde sempre sustentado com o dinheiro do povo, acostumado com o chicote no lombo da hierarquia e da continência do vamo vê, quer se dar de pronto para colocar o Brasil nos eixos. Que Brasil ? O Brasil do simulacro de uma ditadura militar. Por ser ele próprio militar, promete encher os cargos federais desses profissionais. Como se militar entendesse mais que o sem fardas  e como se, fora dos quartéis, só tivesse malandro, oportunista e desonesto. O Brasil precisa ser um quartel porque somente ali tem as vestais que a nação precisa.

Existe uma camada de brasileiro que sempre espera um salvador da pátria. O sujeito não dá conta de sua própria vida, tem frustradas suas esperanças e sonhos e procura um cara que, supostamente, vai lhe dar o que procura. É a massa de  manobra. Mas, duvido que chegue ao ponto de eleger um político com ares de ditador, um autoritário pronto para desafiar as leis e o estado constituído para fazer o que lhe dá na telha. Ainda mais sublinhado pelas autoridades que ministram religião com a mão na bíblia. Um fundamentalista em contraponto com a liberdade. Um ultrapassado de cinquenta anos. 


Penso que não vai conseguir eleger-se. Não tem cacife para administrar. É aquele tipo de político de palanque e nada mais. São importantes para a democracia, para o equilíbrio das forças políticas, das vertentes das ideologias necessárias em ser multifacetadas, para barrar os excessos   e não  para governar um país para o futuro  na contra mão da história. O Congresso Nacional está cheio deles. Quem gosta e tem talento para  administrador, de ocupar cargos executivos não fica anos a fio no Legislativo. Já foi um homem bonito mas hoje tem a expressão dura dos que carregam  raiva e  azedume na alma; perdeu o brilho. 


Não sei a quantas está longe de um Lula. De Jânio Quadros está na medida que este foi administrador de São Paulo.Vitupera fazer um Brasil de vestais armados até os dentes, substituindo o estado com tiros à esmo,  ignorando para e como muitos são jogados na luta pela sobrevivência. Carioca no estilo, no palavreado da fala da beira dos morros infestados de bandidos. Ali é um salve-se quem puder.


Eu tive estômago para ver Lula ser eleito, o velhaco mais velhaco que esse Brasil produziu. Não sei se o terei para aguentar  um enquadrado na farda verde oliva a vomitar discurso de bar sujo. Todos  exploram a ansiedade dos fracos e oprimidos. Por isso estes jamais serão livres. Se eleito terão mais uma chance desperdiçada e a continuação de sustentar o subdesenvolvimento. Oh Karma!


Quer ler? Então fique sentado: KLIKA 

sexta-feira, 10 de março de 2017

Onde fica o Maranhão?

- Que criatividade !!
                               
O Brasil tem um estado da federação  com o nome de Maranhão. É pobre, pobre, pobre de marré deci. O que chega para nós é a falta de infra estrutura, povo vivendo qual bicho a ponto de pais viverem com suas filhas em estado marital, reproduzindo  analfabetos e perdidos em cabanas primitivas no meio do mato.

O status político é caso de cadeia mas ninguém, juiz nenhum e muito menos o Ministério Público estadual ou federal movem uma palha. Pelo contrário, são subservientes aos saques ao erário público, cometidos pelos políticos em todos os níveis e cargos. Cada um pega seu quinhão do parco dinheiro.


O desamor dos integrantes do sistema é representada por sua riqueza superlativa. Apoderaram de verbas milionárias, orçadas para obras públicas de infra estrutura, que não foram feitas e ninguém pediu para prestar contas. Obras e dinheiro? Sumiram no bolso dos mesmos.


O cabeça mor tem o Maranhão como Capitania Hereditária. Mas para garantir lugar para todos da família nas tetas do estado e talvez sem saber exatamente onde fica o Amapá, candidatou-se a senador da república por aquele estado. E ... venceu. Um poderoso que jamais levou benefícios para os estados a que representa mas para si próprio. Besta é tu ...

A uma jornalista que ousou denunciar seus desmandos e roubalheiras tacou-lhe um processo. A profissional foi condenada, nenhuma entidade do jornalismo ousou abrir o bico a seu favor ou em nome da liberdade de imprensa, perdeu até sua casa. Não importou se a lei exclui o imóvel onde reside o réu para pagamento de dívida. ( AQUI )

O sistema carcerário não existe. São masmorras onde jazem os excluídos que atrevem ser ladrões e assassinos como resultado da lama e da miséria. E, quando resolvem mostrar sua pior face, nada inferior mas a mesma da moeda dos poderosos, com outra roupagem,  exterminam uns aos outros, aos mangotes e à exaustão. O foco sai dos ricos para os pobres. Bandidos tem máscaras diferentes mas a mesma autoria na confecção.


E a elite, que nada no dinheiro, resolve punir o povo do estado do Maranhão mais uma vez. Um juizeco dá sentença em menos de seis meses, com férias e festas intermináveis parando o país, e manda o povo pagar indenização de cem mil por cabeça dos mortos em penitenciária vil. Vinte e oito vezes cem mil.

Uma simples ação de alimentos dura anos e anos, um registro de distribuição e despacho para citação leva três meses, um registro de Carta de Sentença de quatro linhas leva três meses... E ninguém ajuizou ação pedindo a indenização. Foi iniciativa do MM alienado. Como ele é bonzinho, amparando a família dos bandidos que não dependiam do seu trabalho. E, por dano moral !!! Socorro. Com base em decisão do STF, distante do brasileiro tanto quanto  o povo da Etiópia. Esses imbecis não percebem que os responsáveis pela miséria de tudo são  os mandatários do estado. Mas pune o povo porque é sabujo dessa gente? Que juiz é esse?!

O Brasil é uma nação sem futuro mas o Maranhão é um buraco sem fundo. O povo maranhense restaria fugir desse lugar se tivesse forças ou capacidade, depois de ser reduzido a capacho inerte e pisado, milhares de vezes, por seus donos e senhores.


O lixo da sociedade está aqui KLIKA



quinta-feira, 9 de março de 2017

Arrogância condenada

- Comunidade da Pomerânea de Domingos Martins/ES
                     
Notícia importante para comemorar o avanço do entendimento construído pela sentença de um Juiz Federal, chega até a mídia.
Um juiz do trabalho é condenado a indenizar um trabalhador rural, parte de um processo, porque recusou a fazer audiência à vista do reclamante usar chinelos de dedo.

Isso me faz lembrar quando juízes do interior do ES recusavam ouvir trabalhadores da zona rural porque não falavam português. Eram descendentes de imigrantes da Pomerânia, isolados no meio das montanhas e falavam um dialeto desaparecido  na Alemanha. Nem com a condição de um intérprete os juízes aceitavam. Ficava por isso mesmo até que um meu primo, hoje desembargador, mineiro de Belo Horizonte, foi nomeado juiz da comarca e mudar esta prática. Mesmo tendo que fincar pé para não ser punido pelo corregedor.


Uma ocasião, eu fui fazer audiência no juizado especial e meu cliente era pobrinho e estava de chinelos. No caminho para um forum merreca da periferia, caiu um toró que alagou as ruas. Então, um ônibus passou por mim, do lado do motorista e por uma cima de uma poça d'água, sem diminuir a velocidade.  Eu estava com a janela do carro aberta pela metade e um jato de água suja de terra entrou no carro e ficamos molhados e sujos, cabelos como pinto molhado.


Não dava tempo e nem havia lugar para nos compor e fomos para audiência com aparência horrível. Pois o juiz nos tratou como cachorros porque não estávamos compostos para uma audiência. Eu não vou repetir toda a cena porque não tenho forças morais, definitivamente, mas resumo para vocês que meu cliente entrou em pânico, saiu correndo e, depois, pediu para eu desistir da ação. O meritíssimo fez uma reclamação contra mim na OAB ( a única da minha carreira) sob a alegação que eu estava jogando o povo contra a justiça, exatamente pelos argumentos da sentença que me referi acima.
Detalhe, o juiz era mulato, integrante do Movimento Negro do ES , pediu minha cabeça para o meu chefe e acabei sendo exonerada do cargo porque recusei-me a pedir desculpas ao cretino. Deixei de ir a comemorações do Dia do Advogado na OAB quando o vi na festa daquele ano e sendo tratado com loas pelos advogados puxa saco de juiz.

Um país como o nosso, nas mãos de uma cambada de arrogantes, distantes do povo precisa ter cidadãos lúcidos para caminharmos para frente. O preço pode ser alto mas estamos indo em frente. Mesmo que devagar.


A sentença? KLIKA AQUI


Ai de ti, tempos românticos!

Meu marido com Maurício. 
                            

Ontem à noite levei uma pessoa para embarcar na rodoviária rumo ao trabalho. A moda é construir rodoviárias onde Judas perdeu as botas para beneficiar as empresas de ônibus e retirar o tráfico do meio da cidade. Mas não deram suporte aos que viajam sem quem os leve e precisam ir e vir  de ônibus ou taxi.

Tive ímpetos de dar carona para os que esperavam o ônibus, um ou dois e facilitar a vida deles. Era tarde da noite e ninguém merece ficar em pé, esperando condução. Mas contive-me porque lembrei-me do que meu marido disse-me há muito tempo.

Em uma ocasião, em que tive processos em Cachoeiro do Itapemirim, dei carona, em mais de uma vez, para pessoas na estrada; velha, jovem, homens e mulheres, crianças.
Da última vez, peguei quatro crianças, uniformizadas, que esperavam carona, saindo de uma  escola rural. Perguntei a elas se os pais ou elas mesmas não tinham medo de um tarado ou sequestrador fazer mal a elas. Ao chegar em casa, comentei com meu marido. Homem de poucas palavras, eu sempre o ouvia por reconhecer sua inteligência superior à minha e ponderação superlativa. Foi o bastante para ele me proibir de dar carona pois se um motorista podia fazer mal a alguém, a recíproca era verdadeira. Além do perigo de haver um desastre e eu responder por uma vida perdida ou indenização certa. E, o carro estava em nome dele o que o envolveria, certamente.
A partir desse dia fico somente na vontade. O mundo anda tão complicado que dar carona, como nos  tempos românticos da ingenuidade, ficaram na poeira das ruas e das estradas. Quem paga é quem não tem nada com isso.

terça-feira, 7 de março de 2017

Utopia tragada


                                      
                                           -  Que homem!

Qualquer data, criada pelo sistema para comemorar algo, pode esconder algum interesse escuso. Mas a humanidade precisa  dar destaques a eventos, feitos históricos, ocorridos inesquecíveis ou exemplos imperdíveis. Por isso, entendo a criação do Dia Internacional da Mulher e o ridículo da criação do Dia Internacional do Homem. 

Mas o que não entendo é  aproveitar a ocasião para dar destaques a violências, erros, equívocos do confronto entre os sexos e não aproveitar para educar, fazer um fluxo na direção da trégua, do buscar avançar para o fim do sofrimento gerado pela insanidade existente entre homens e mulheres ou seus atos. A quem interessa manter o status quo ou reforçar condutas equivocadas e criminosas?


Pode parecer incorreto mas quando uma notícia é estampada nos jornais o número alto de bestuntos copia, imita e faz igual. Não estamos, não estou, ninguém está livre da influência do massacre de informações. 

Ora, se noticiam suicídios, estes crescem. Se noticiam homens matando a família e suicidando-se, estes casos aumentam. Se aparecem nos filmes e novelas personagens cheirando cocaína ou fumando drogas, isso aumenta. E por aí vai. 

Tenho lido ou visto depoimentos de mulheres sempre no negativo em destaque das formas de tratamento da sociedade e nas relações familiares. Qualquer educador sabe que o melhor método para educar é dando destaque as coisas positivas, às forças que podem desenvolver e impulsionar o ser humano para o construtivo. Um dos pilares da educação é o exemplo e, por isso, o destaque do melhor, de grandes atitudes deve ser a tônica para chegar ao melhor resultado. Um exemplo: Está provado que um viciado , qualquer vício, cabeça do casal, pode levar os filhos a repetirem a prática.


Por isso mesmo, não acredito na condução dada em comemoração, em destaques para Dia da mulher ou do homem; da forma como é feita. Minha proposta, e  não vou abrir mão dela, é unificação de interesses, é buscar a convivência harmônica e perene. Educar homens e mulheres para controle dos seus maus instintos. Eu sei que é utopia. O ser humano  existe e sobreviveu porque não é coisa boa. Mas a utopia nunca deve perder para a perversidade.

domingo, 5 de março de 2017

Nuvem negra no horizonte

                                 
Se tem um assunto político  que  me dá nos nervos, quase supito, é querer fazer do Brasil um parlamentarismo. Nem quero lembra-me do uso desse sistema de governo, para dar ponto sem nó, na época do Jango. Quem deu a ideia foi Tancredo Neves, assumindo ser primeiro ministro quando Jânio renunciou e a elite temia Jango no poder por ter tendências comunistas. A gambiarra foi feita, não deu certo, voltou-se atrás e acabamos com vinte anos de ditadura nas costas.  Tancredo Neves  nunca conseguiu ser presidente da república.

Volta e meia aparecem os com essa conversa atravessada. Mesmo havendo dois plebiscitos nacionais, dizendo não. Quem capitaneia o discurso são os paulistas. Com oitenta deputados federais e a conversa mole que carregam o Brasil nas costas, o resto do Brasil merece ficar sentado enquanto ocupam cargos de mando e usam os nordestinos para fazer nuvem de poeira no parlamento, escondendo  falcatruas. Eles tem certeza que são merecedores.


Já foi o tempo em que MG produzia grandes pensadores na política. Com a ditadura, os paulistas acabaram com as únicas lideranças mineiras e impediram o surgimento de novas. O sistema permitiu preencher as vagas com jogadores de futebol, radialistas ou herdeiros mimados de antigos caciques de peso. Acabou e MG não produziu e não produz  mais nada que preste. Já foi o tempo em que um mineiro na política era respeitado e até temido por sua ponderação e capacidade de compor e realizar. Hoje, nem isso. Só inventam formas de roubar o povo.


Eu já fui liderança política e participava muito de debates na televisão. Como tenho facilidade para expor minhas idéias e minha dicção é universal, sem nenhum sotaque identificável, eu fiz muitas palestras, também defendendo o presidencialismo. Em muitas delas, haviam na mesa de debates parlamentares ou executivos. Naquele tempo, lideranças populares eram ouvidas e filósofos do achismo passavam longe.


Então, uma noite, acompanhei meu marido em um coquetel político, em Vitória/ES, onde compareceram o governador, os senadores, deputados e uma gama grande de segundo escalão. Meu marido era do terceiro escalão. Estávamos nós, tomando um vinho branco e conversando, em um grupo de engenheiros e empresários quando o governador e um senador pararam na nossa frente. Interromperam a conversa e o senador dirigiu-se a mim, perguntando de onde eu era. Respondi que era de Vitória. Ele insistiu querendo saber onde nasci e fui criada. Quando eu disse que era mineira de Belo Horizonte onde estudei e que cheguei a Vitória já adulta e advogada, ele virou-se para o governador e disse:
- Não falei ?! Ganhei a aposta...

Então o governador me disse que o senador apostara com ele que eu era mineira pela minha postura política, típica dos mineiros, minha forma de argumentar, liderar, defender e conduzir as propostas do meu grupo. O senador replicou que os mineiros eram os maiores políticos que ele havia conhecido em toda sua carreira e sempre encontravam uma saída para os problemas do Brasil. Que enquanto o paulista sempre era o preferido para conduzir a área econômica, o mineiro era  a saída para os impasses políticos. Que o dia em que Minas Gerais deixasse de produzir políticos o Brasil ficaria em uma encruzilhada.

Esse dia chegou.




DNA explica

                                               -Já viu? Vale a pena...

É muito interessante verificar que blogueiros cujo tema versa  sobre esmaltes, cosméticos, cabelo e suas pinturas, chegam a viver de publicidade estampada em suas páginas. O número de acessos beiram milhões, os comentários são centenas e seus seguidores milhares. A renda proveniente desses produtos beira a bilhões de dólares. Gera emprego e renda no mundo todo.

Um participante de conversa fiada, na televisão, disse que teve uma namorada que maquiava-se muito pouco, usava o cabelo natural e dizia ser incompreensível para ela, um homem suportar as mulheres pelo nível de futilidades e falta de senso. Por isso, um dia, ele perguntou a moça se ela era gay. Ante o espanto da moça e de suas argumentações, feitas para a namorada, que uma mulher que não aceita os instrumentos de  feminilidade da mulher só pode ser gay, a resposta foi afirmativa. Depois, a moça deu o fora nele sem explicações e até hoje ele não sabe onde errou. Mas tem dúvidas se ela é gay.(!!!!!)

Eu tenho a convicção que cada um vive como quer. Ninguém tem o direito de julgar tipos e modos se não é crime. Muito menos dar rótulos ou exigências descabidas. Até as drogas sou favorável a liberação porque não me conformo de pagar com os impostos a recuperação dos boas vidas ou doentes, sei lá. A criminalidade cairia noventa por cento. Bêbado existe em todo lugar, se organiza e trata de suas mazelas sem precisar usar o dinheiro público. O mesmo será feito com os drogados, visto não precisar esconder mais nada.

A mesma coisa é a aparência, a moradia e o estilo de vida. O DNA é a única força de conduta do ser humano. Embora Freud afirme que é o inconsciente. Mas ele é anterior ao DNA.  Portanto, cada qual que se organize e exclua quem não é compatível. O que não pode é insistir em enquadrar o que não é enquadrável.

Nota: Estou indo no blog Grande Onda mas lá não tem como  comentar. Fica aqui o registro.

quinta-feira, 2 de março de 2017

A natureza ao natural

                      Gravei cinco minutos mas o Youtube só aceitou esse tempo.


A chuva foi muita. Mal deu tempo de correr e fechar as janelas. Minha casa é feita para apreciar a chuva. Meu marido era um poeta e as manifestações da natureza sempre foram privilegiadas em seus projetos. Ele deve estar revirando-se na tumba porque mudei algumas características quando coloquei um toldo que é fechado quando começa a chover e não cair água dentro de casa. Ele ficava sentado em frente, apreciando a chuva cair, espalhar dentro de casa, tudo feito para ser assim. É uma espécie de janela mas é um pergolado no meio da casa. Se não chove fica aberto e ventila bastante. Nem uso ventilador em pleno verão. Mesmo porque tem muitos jardins e, como consequência, muitas plantas e gramas que não sei até quando vou conseguir manter bonitas. Tomara que me deem incentivo para quando eu estiver com oitenta anos.

De qualquer forma, a tempestade de verão caiu forte durante vinte minutos com trovões e relâmpagos, um atrás do outro. Pensei que iria cair na árvore, na casa, no prédio da frente que está com o para-raios estragado e eles nem sabem, embora eu tenha avisado ao administrador. Fez estragos na cidade, choveu pedras em alguns lugares mas estamos vivos.

De diabo a ermitão

                             
      
Começa o ano útil com o fim do carnaval. 

Quando  criança, o máximo era  ver os desfiles e blocos nas ruas. 
Não havia essa ingenuidade que alguém imagina para aqueles tempos. Carnaval sempre foi água turva. E, assim é sua característica. O Lança Perfumes foi proibido não porque Jânio Quadros era maluco mas porque matava jovens que inalavam muito. Quem vai esquecer  uma notícia que o filho de algum conhecido caiu da sacada do clube, depois de cheirar bastante ? 

Pulamos em clubes fechados e valeu a pena. Foram bailes memoráveis e paqueras homéricas. As fantasias nós desenhávamos e mamãe fazia na máquina Singer. Papai comprou uma joelheira ortopédica porque no último dia meu joelho estava doendo e a fantasia era de jogador de futebol, adaptada para o fato e estilizada. Como esquecer dos entreveros onde, no salão, uma noiva jogava aliança no noivo porque este dançava com outra? Ela, sentada na mesa com cara fechada e o noivo, animado, dançava com outra. 
E, os ex namorados, algumas paixões enrustidas, apareciam na festa com a nova namorada  loira, os dois sem aproveitar a folia e com cara de panela. Que se danasse a dor de cotovelo, era carnaval e se fosse para ficar sem pular, melhor ficar em casa.

Ou o dia em que, em plena ditadura, o Jacaré da Medicina ( porque vivia na água) apareceu vestido de Guerrilheiro do Caparaó de espingarda e tudo e foi barrado na porta. Voltou de fraldão e chupetão, fantasiado de bebê chorão. Foi colocado pra fora do salão porque tirou a camisa, para dar mais realidade a sua fantasia. 

Enquanto umas esbaldavam-se no calor e suor, outras fantasiavam-se com peças maravilhosas, compradas em butiques, pulavam moderadamente para não suar; nem pensar em ficar feia. 

Ah! Lembrei-me daqueles rapazes que levavam bolsas com camisas para trocar durante a noite e não perder a elegância.

Tudo na esbórnia como sempre foi. Ainda bem que os dias contam e o tempo devia passar somente para os intragáveis que não sabem viver.

Quem não aproveitou perdeu. Nem que fosse para ter do que lembrar-se  e não se tornar azedo, bradando contra a folia e contra quem sabe que do mundo nada se leva. Ou porque o diabo quando fica velho, torna-se ermitão.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Corrigindo o português!

                                       - Que maldade !

A internet abriu as portas para o mundo. Qualquer um pode entrar em uma página nas diversas formas de manifestação da nuvem tecnológica. Desde os semi analfabetos, os metidos a sabichões e os doentes mentais. Não faço parte daqueles que consideram que, somente os letrados tem direito de escrever seus textos, sejam eles quais forem. E, em alguns é preciso atenção para entender o que a pessoa quer dizer. Mesmo assim , sou a favor deles. Refiro-me a comentários em textos de qualquer natureza. O importante é que a pessoa está lendo e tentando comunicar-se. Não gosto nada dos  entendidos no idioma a corrigir, debochar e querer fazer valer a correção e o primor na escrita. Fariam melhor se fizessem sua manifestação, corrigindo sem ofender mas ensinando de forma indireta. Houve até alguém, dentro do Ministério da Educação, defendendo a tese de aceitação da escrita disforme como se falando estivesse. A grita foi geral e não prevaleceu.

Mas o insuportável é aquele que cultiva a arte de ser estúpido, grosseiro e azedo na expressão da palavra. Esse não tem perdão. Conforme seja a tragédia do dia, as páginas dos jornais escritos, falados e da internet destilam desgraça, raiva e poder destrutivo. É esse o dia em que não se pode ver nada nos jornais. E, por pior que pareça, melhor é bandear para ver o BBB. Que azar!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Parte com o demônio

Desenho representativo da misoginia do sistema. Aqui o demônio não é a mulher
                                                       
O Poder Judiciário no Brasil é a causa direta da incapacidade do país  sair do atraso, avançar na ética e construir uma nação de verdade. A magistratura é calcada em  gente sem escrúpulos e focada no próprio umbigo. Sua grande maioria pertence a uma classe social acostumada a ter o melhor da produção social e tem certeza ser merecedora. Por pode estudar em melhores colégios, viajar pra cima e pra baixo e ter um meio social mais culto, essa gente tem certeza que os parcos de inteligência ou de chance na vida é inferior, com todas as letras.

O STF dá o exemplo da irresponsabilidade e da distância entre essa classe nefasta e os anseios do povo. Não contente em abrir espaço para indenizar criminosos que sofrem em prisão indigna, agora vem a notícia que o goleiro Bruno, condenado a vinte e dois anos de cadeia, preso há quase sete anos, pode librar-se solto porque sua sentença não transitou em julgado. É sabido da alta periculosidade desse indivíduo e do crime hediondo do qual ele foi coautor, matando a amante com torturas, queimando e desaparecendo com seus restos mortais. Mas o ministro do STF tem certeza que não foi provado o dolo e por sentença sem trânsito em julgado. O escrever rebuscado faz parte para mostrar a distância imposta entre quem está no oráculo e o imbecil que o escuta.

Depois aparece idiota para dizer que é coisa de comunista quando um grupo de miseráveis, de excluídos parte pra cima da polícia quando querem retirá-los da pocilga em que vivem.

Se uma pessoa não tem parte com o demônio, não se atreva em ser magistrado. É condição sine qua non.

Não sabia? KLIKA

O conto que conta

Casa do meu bisavô paterno, Chico Leonel, em Pium-i / MG
                                   
O bom de ser brasileiro da gema é que não assume sonhos desfeitos de quem veio de fora enxotado como cachorro sarnento.

Ouvir contar casos do Brasil sendo construído aos poucos, forja a personalidade e dá respaldo para entender melhor como um país pode ser formado sem precisar copiar o estrangeiro.

Os contadores de causos são importantes porque passam os costumes nas histórias que contam. E meu bisavô paterno era contador de causo. Em um tempo em que não haviam os meios modernos de comunicação e entretenimento, sobrava tempo para a roda na praça ou os saraus nas casas. Também não impede que ainda hajam contadores capazes de reunir em volta deles muita gente presa a capacidade de enredar as atenções. Meu irmão Fernando poderia ter ficado famoso e rico se tivesse tido incentivo porque dava de mil nesses piadistas que aparecem na televisão. Não sei porque não enveredou por esse caminho. Um mistério que ele nunca me respondeu.

Então, cuidado com o que você fala para seus filhos. Especialmente em um momento conturbado onde a corrupção é a tônica. Comparar com o estrangeiro no estágio atual é passar coisa pronta que não tem o brilho do ouro como aparenta ter. Toda nação foi construída aos trancos e barrancos. A diferença de idade de um país para outro conta muito.                                        

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Feche a porta e não olhe para trás

                             

Apenas para informar os  desavisados que o imigrante brasileiro no Japão, se tiver filhos, estes não serão japoneses. Não há como registrar uma pessoa nascida que não seja japonês da gema. Para resolver o problema, o Brasil fez uma lei para os filhos dos brasileiros, filhos estes nascidos no Japão, serem registrados na Embaixada do Brasil como brasileiros. Até então não tinham registro, eram apátridas, sem condição  sequer de estudar, por exemplo.

Não posso crer que pessoas descendentes de estrangeiros, chegados ao Brasil tocados pela miséria, arregimentados por campanha dos governos de origem para imigrarem, como solução da pobreza de seus países, ainda são capazes de admirar esses lugares. Pois, nenhum de nós está aqui porque seus ascendentes eram ricos, letrados e inseridos em uma sociedade,  mantida pela morte e dor de seus excluídos. 

Agora a Noruega, como solução para expatriação de imigrantes, encontrou uma saída à altura de seu lugar no mundo. Está investigando quem mentiu ao entrar no país e se constatar que a razão declarada é falsa, vai colocar para fora os pais que mentiram e os filhos nascidos na Noruega. Rua, porque naquela terra insonsa e nula para a humanidade, só pode acoitar vestais certificados.

Não contam que seu bem-estar está alicerçado em um petróleo extraído do fundo das águas profundas e pago com a morte ou debilidade de mergulhadores usados e manipulados cientificamente pelo governo associado ao USA. Estes mergulhadores descobriram o embuste após pesquisa e sacrifício próprios. Jamais foram indenizados assim como suas famílias. Tudo abafado a sete chaves. Afinal, para as vestais, isso não conta no mundo real.

Com todos os nossos defeitos, ainda somos melhores que muita gente amada e elogiada por brasileiro. Saiam mas queimem suas caravelas.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

No fim do arco-iris tem uma cloaca

Foto de Andriça Maia
                                   

Não é quem, é como. É o ponto em que chegou essa república nas mãos de uma gente que se mantém no poder porque se acha com esse direito, revesando entre eles, fatiando desonra.

A Constituição manda repor uma peça do STF, indicando quem for probo e com grande conhecimento das leis. Isso não é aval para colocar gente espertinha com trânsito nos corredores do poder. Do jeito que fazem é impossível um anônimo, estudioso e comprometido com o direito, ser escolhido para fazer parte dos quadros do STF. Escolhem os achistas. Então, na sabatina, ele acha isso, acha aquilo e vira remelexo de opiniões políticas. Tudo transforma-se em uma pantomima disforme de agressões político partidária ou exposição de teorias presas a culturas vetustas e desligadas do país. O Senado da república é antro de bestas sem cérebro.

A ética desapareceu dos quadros do STF porque não é levado em conta o julgador mas o político, amigo dos amigos, do poder, os sabujos da hora. O argumento que alguém foi escolhido, anteriormente assim, não pode prosperar. É argumento de gente ignorante.

Quando eu fui ao Projeto Rondon, em Coari no Amazonas, fiz palestras a pedido do estudante de medicina cujo tema era a importância de filtrar ou ferver a água para beber. O futuro médico não sentia-se seguro para falar em público e pediu-me que o fizesse em seu lugar. A palestra foi no salão da escola e ficou cheio. Expliquei a razão da necessidade de ferver a água, o tempo de fervura e como fazer para voltar a ter oxigênio nela. Falei de várias formas e jeitos. Escolhi as palavras e as formas de expressão. Quando terminei, perguntei se tinham entendido. Então, pedi um e outro para repetir.  Eu mesma voltei a falar e a explicar. Lá pelas tantas uma pessoa pediu a palavra e disse que aquilo tudo era uma bobagem, coisa de lugar longe dali, que sempre beberam água dos rios sem ferver e estavam todos ali sem problemas. Mesmo depois que expliquei, que as filas no posto para atendimento com o doutor, haviam doenças cuja consequência era a verminose contida na água natural, vários passaram manifestar-se, dizendo que sempre foi assim e que continuaria a ser  assim.

Se não houver a cultura da mudança, do buscar o melhor, a evolução da vida e da melhoria em tudo, o avançar na civilização, não seremos uma grande nação. Muito menos haverá evolução do país governado pelo mal exemplo em ética, com poderosos de inteligência limitada, falta de raciocínio e avaliação do futuro, preguiça mental própria dos países subdesenvolvidos.

Lideres da mediocridade e evasão de quem abandonou a esperança.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A felicidade está longe do STF

- Brasil para quem é alegre 
                         
Nem sempre moramos em um lugar onde pensamos ou planejamos. Mas já que estamos aqui, precisamos fazer da nossa estada  algo que valha a pena.
Quando vemos fotos da zoropa é sempre prédios antigos, velhos, reformados à exaustão. Há muito é lugar do passado e se não houvesse o Brasil, como outras plagas, aquilo seria inviável. Talvez fizessem novas guerras para matar os gentios.
Comparar Brasil com outros lugares demonstra equívoco total da história e das propostas da formação do novo.
Eu sou contra sair e estudar em outros lugares, a não ser para fazer especialização técnico científica. Mas, para estudar filosofia e derivados periga voltar com visão equivocada de sua própria terra natal.

Como exemplo simples e rasteiro, menciono a petralhada que foi estudar nos EUA com bolsas de estudos pagos pelo povo brasileiro. Quando voltaram, vieram com o discurso afiado do racismo e muitos outros que por aqui não existia. Nem precisava ir lá fora para voltar com a cabeça feita . Bastava ler mais e procurar soluções brasileiras para nossa gente, sem precisar trazer discurso mal adaptado. Quer coisa mais ridícula trazer para o Brasil a especulação racista das origens  de um e outro ? Citar alguém no Brasil como afro descendente, ítalo descendente é de um ridículo beirado a pândega intelectualóide.

Como se não bastasse, essa elitizinha surgida do nada tem a novidade de falar mal do carnaval. Sai do Brasil, talvez a estudar em algum lugar macambuzio e volta mal humorado não concordando com a alegria do povo que faz piada de tudo. Não sabem que o brasileiro é citado no Japão onde existem  exercícios para pessoas rirem mais.  Alemão, o certinho do planeta, tem motivo para não rir porque pesa sobre eles horrores indescritíveis e ainda não esquecidos. Ainda bem que eles tem vergonha embora não possa dar moleza senão eles tripudiam. Minha irmã foi a Polônia e ficou pasma com a tristeza do povo, a forma contrita de andarem nas ruas e chegou a passar mal com o ambiente triste do lugar. Dos USA não digo nada porque é um país imenso e diversificado e também tem proposta do moderno.

O que eu quero dizer é que, o brasileiro que não gosta da vida, não quer construir uma nação e pegar tudo pronto, que o mundo está precisando de serviçais de segunda linha. E, mal falando a língua do lugar, serviço não falta lá fora. Mesmo sendo a morar com casinha merreca mas garantida. Cidadania e inserção? Essa eu não sei se vai conseguir. Não tenho notícias nem de jogador de futebol, ganhando muita grana, conseguir sequer namorar uma moça do lugar. Queiram ou não queiram, melhor trabalhar, planejar, poupar e ler menos sobre o que fazem os ministros do STF.